Amamentar

O sítio do Aleitamento Materno para cidadãos e profissionais de saúde

  

Notícias

Artigos | Categorias | Pesquisa

sexta-feira, 20 de Julho de 2007
A Estratégia Mundial da Alimentação do Bebé e da Criança Pequena
Por admin @ 12:06 :: 4132 Visualizações :: 0 Comentários ::
 
A Estratégia Mundial da Alimentação do Bebé e da Criança Pequena, aprovada na 55ª Assembleia Mundial de Saúde, em Maio de 2002, por mais de 100 países de entre os quais se inclui Portugal, apresenta como objectivo principal assegurar que as crianças desenvolvam o seu máximo potencial. Para tal, a estratégia adoptada assume-se num quadro político emergente de estudos e investigação científica em que são reconhecidos os benefícios do aleitamento materno exclusivo até aos seis meses e a posterior introdução de uma alimentação diversificada que cumpra os requisitos necessários para a satisfação das necessidades nutricionais e higiénicas, mantendo-se, sempre que possível, o aleitamento materno, que se poderá prolongar até aos dois anos de idade.
 
Esta estratégia enquadra-se num conjunto de iniciativas que constituíram marcos importantes na mudança de políticas nos vários países pertencentes às Nações Unidas. Cabe mencionar o Código Internacional da Comercialização dos Substitutos do Leite Materno em 1981, a Declaração de Innocenti sobre a protecção, promoção e apoio do aleitamento materno em 1990, a que se seguiu a Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés em 1991 e, em 2004, a Blue Print for Action para  promoção, protecção e apoio ao aleitamento materno, resultado de um projecto apoiado pela Comissão Europeia.
 
É necessário que os países tenham políticas que protejam e promovam o aleitamento materno exclusivo até aos seis meses e elaborem orientações que assegurem a adequada alimentação dos bebés e crianças em circunstâncias especialmente difíceis. Para além do sector da Saúde, outros sectores devem ser envolvidos: a Agricultura, a Educação, o Trabalho e as Organizações credíveis vocacionadas para o apoio ao aleitamento materno, bem como as famílias e comunidades.
 
O sucesso desta Estratégia dependerá do empenho político e dos recursos que forem disponibilizados.

Conforme preconizado na Estratégia Mundial para a Alimentação do Bebé e da Criança Pequena, a Escola Nacional de Saúde Pública encontra-se, desde 1996, a formar profissionais de saúde na melhor compreensão da fisiologia da lactação, das técnicas que dela advêm, das dificuldades encontradas na prática do aleitamento materno e da melhor forma de ajudar as mães a superá-las e a ir ao encontro das necessidades alimentares do bebé. Neste contexto, também são dados a conhecer ou são relembrados o Código Internacional da Comercialização dos Substitutos do Leite Materno, um documento quase esquecido nas nossas bibliotecas mas que deve ser reavivado e regulamentado ao nível de cada país.

Em Portugal tem havido esforços para alcançar os níveis de qualidade exigidos pela OMS/UNICEF para integrar a rede internacional Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés, da qual fazem parte o Hospital Garcia de Orta, desde 2005, e a Maternidade Bissaya Barreto, desde Julho de 2007, e à qual várias instituições hospitalares e de cuidados de saúde primários se estão a candidatar.

A implementação desta Estratégia é um grande e importante desafio, muitas vezes subvalorizado pela simplicidade e naturalidade que transparecem do acto de amamentar, mas que exige determinação política e profissional no controlo da pressão exercida pelos produtores de leites artificiais, competência e disponibilidade dos profissionais de saúde nesta área e ambiente cultural estimulante para as mães que querem amamentar.
Classificação
Comentários
Seja o primeiro a comentar este artigo!Carregue aqui para comentar
 Imprimir   
Pesquisa

Estatísticas
Links importantes
Login


Privacidade | Condições de Utilização