Amamentar

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Na maternidade

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Logo após o parto

Existe evidência muito clara de que o início do aleitamento materno na primeira hora após o nascimento é muito importante para o bebé, a mãe e para o estabelecimento do aleitamento materno com sucesso.

 Estão bem demonstrados efeitos positivos de uma primeira mamada com sucesso:

  • Criação de confiança materna na capacidade de amamentar
  • O bebé recebe os benefícios imunológicos do colostro
  • São estimulados o funcionamento intestinal e a digestão do bebé
  • Existe menor número de problemas de amamentação posteriormente
  • A ligação e o vinculo mãe-filho são potenciados

O contacto precoce pele com pele, logo após o nascimento permite acalmar o bebé, estabilizar a respiração e mantê-lo quente. O bebé não deve ser separado da mãe, sendo colocado em cima do seu corpo, sem roupa (apenas com uma fralda), e dando-lhe tempo que lhe permite movimentar-se na direcção da mama da mãe, procurar a aréola e iniciar espontaneamente uma mamada.

Para tudo isto é necessário da criação de um ambiente favorável, calmo, que a mulher entenda como favorecedor da amamentação e com uma relação amigável. O bebé deve permanecer com a mãe, sem interferências e o companheiro ou outro acompanhante devem sentir-se bem vindos. O período após o parto deverá ser um momento privado, relaxado e calmo para esta nova família, e os profissionais devem comunicar de uma forma cuidada e não ruidosa. Actos como pesar ou vestir o bebé, assim como administrar vitamina K devem aguardar para mais tarde.

A enfermeira pode ajudar a mãe a saber interpretar os sinais do bebé, e se este mostrar interesse em mamar, assistir a mãe a adoptar uma posição confortável, para que o bebé possa fazer uma pega eficaz.

Nas primeiras duas horas de vida existe um estado de alerta, em que o bebé fica desperto, calmo, de olhos abertos, atento aos sons e movimentos sendo o período em que o instinto de mamar é mais forte. Se, pelo contrário, o bebé não for colocado ao peito logo após o nascimento acaba por adormecer, dificultando o estabelecimento com sucesso do aleitamento materno.

A quantidade de leite que o bebé mama é pequena. Este leite é um líquido espesso amarelado ou alaranjado, chamado colostro, rico em factores protectores de infecções, contendo todos os nutrientes necessários, e que também é benéfico para o funcionamento intestinal.

A menos que exista uma razão médica que o impeça, como a prematuridade, a mãe e o recém nascido devem manter-se juntos, e as rotinas e os cuidados adaptados ao início da amamentação e ás necessidades de mãe e filho. A amamentação sem restrições do número e da quantidade de mamadas deve ser um objectivo desde o início. O bebé deve mamar sempre que quiser, as vezes que quiser, o que contribui para uma melhor produção e descida do leite.Em raras situações os bebés não querem, ou não conseguem mamar. Se o bebé não procura, não pega ou não suga na primeira hora de vida, pode ajudar a fazer o seguinte: 

  • Retirar um pouco de colostro e colocar na boca do bebé ?para provar?
  • Estimular suavemente tocando nos pés, barriga, para acordar
  • Dar um dedo para mamar

Se mesmo assim não for possível, o que é raro, deve ajudar a extrair o colostro e administrá-lo ao bebé até este pegar e mamar bem.

O insucesso na primeira mamada não significa que uma mãe não venha a amamentar com sucesso, mas claramente indica a necessidade de maior apoio nas próximas horas e dias, já que este facto está associado a dificuldades maiores no estabelecimento da amamentação.

As primeiras 24 horas

No primeiro dia a quantidade de colostro que o  bebé mama é muito pequena mas tem tudo o que bebé precisa. A amamentação não deve ter restrições, de dia e de noite, já que é um factor importante no estabelecimento do aleitamento materno com sucesso. Nas primeiras semanas a produção de prolactina é estimulada pelo aleitamento sem restrições e resulta numa melhor produção de leite (Ver ?). A mãe deve observar o comportamento do seu bebé, e dar-lhe de mamar quando ele pedir, pois mamará em função das suas necessidades.

É normal os bebés perderem peso nos primeiros dias de vida, não significando qualquer problema com a amamentação. A recuperação do peso de nascimento será feita até aos 10-15 dias de vida.

O recém nascido deve  mamar até ao fim na primeira mama antes de se oferecer a segunda, o que lhe permitirá ter acesso ao leite final, mais rico em gordura, e por isso em energia. Ambas as mamas deverão ser oferecidas em cada mamada, e o bebé mamará, ou não, na segunda, em função do seu apetite. 

Com um posicionamento correcto do bebé e amamentação sem restrições, as mamas não ficarão duras e tensas (ingurgitadas), ou ficarão apenas por um pequeno período, o que evitará desconforto ou dificuldades acrescidas de pega. Se os seios ficarem duros ou se inflamam é melhor extrair um pouco de leite, manualmente ou com bomba, antes do bebé mamar, para tornar mais mole a área à volta do mamilo. Entre as mamadas, compressas com gelo ajudam a aliviar e reduzir a inflamação.

Amamentar não deve doer. Se a mulher se queixa de dores a amamentar isso, normalmente, significa a existência de problemas, dos quais o mais frequente é a existência de uma má pega. Procure identificar as dificuldades e ajude na sua resolução.

Os bebés são todos diferentes e apresentam comportamentos diferentes. Alguns mamam pouco desde o início: após o seu estado de alerta nas primeiras horas de vida, caem num período de sonolência prolongada, mamando pouco nas primeiras 24 horas. Embora não se saiba bem porque isto acontece, é um comportamento completamente normal, não devendo criar preocupação. Se o bebé já tiver mamado pelo menos uma vez, não existe qualquer perigo por estar várias horas sem mamar, não havendo necessidade de acordar o bebé durante a noite.

Após este período, a maior parte dos bebés recupera deste estado inicial de sonolência e quererá mamar muitas vezes por dia até à descida do leite. Isto, embora possa ser cansativo, é completamente normal e significa apenas, (desde que não haja uma má pega) que o bebé está a estimular a produção de leite para as suas necessidades e, desta forma, diminuindo a probabilidade de ingurgitamento.

A amamentação é um comportamento que se aprende, que requer tempo e muita paciência, tanto de quem o faz, como de quem ajuda.

O período pós natal imediato é um período fundamental para o sucesso do aleitamento materno. Estudos mostram que o apoio nesta altura contribui para mais mulheres a amamentar e por mais tempo. Por isso, é importante a actuação dos profissionais para proporcionar informação e apoio prático, neste período em que a mulher está tão receptiva.

O que pode fazer:

  • Mostrar à mãe as posições para colocar o bebé ao peito;
  • Explicar a importância da amamentação livre e a pedido;
  • Explicar o que é a "descida" do leite e o que significa;
  • Ajudar a perceber se tem leite e se o bebé mama bem;
  • Ajudar a interpretar o comportamento do bebé, particularmente os sinais de fome;
  • Identificar as dificuldades ou problemas e ajudar a ultrapassá-las;
  • Apoiar  psicologicamente a mãe
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Os primeiros dias

No primeiro dia a quantidade de colostro que o  bebé mama é muito pequena mas tem tudo o que bebé precisa. A amamentação não deve ter restrições, de dia e de noite, já que é um factor importante no estabelecimento do aleitamento materno com sucesso. Nas primeiras semanas a produção de prolactina é estimulada pelo aleitamento sem restrições e resulta numa melhor produção de leite. A mãe deve observar o comportamento do seu bebé, e dar-lhe de mamar quando ele pedir, pois mamará em função das suas necessidades.

É normal os bebés perderem peso nos primeiros dias de vida, não significando qualquer problema com a amamentação. A recuperação do peso de nascimento será feita até aos 10-15 dias de vida.

O recém nascido deve  mamar até ao fim na primeira mama antes de se oferecer a segunda, o que lhe permitirá ter acesso ao leite final, mais rico em gordura, e por isso em energia. Ambas as mamas deverão ser oferecidas em cada mamada, e o bebé mamará, ou não, na segunda, em função do seu apetite.

Com um posicionamento correcto do bebé e amamentação sem restrições, as mamas não ficarão duras e tensas (ingurgitadas), ou ficarão apenas por um pequeno período, o que evitará desconforto ou dificuldades acrescidas de pega. Se os seios ficarem duros ou se inflamam é melhor extrair um pouco de leite, manualmente ou com bomba, antes do bebé mamar, para tornar mais mole a área à volta do mamilo. Entre as mamadas, compressas com gelo ajudam a aliviar e reduzir a inflamação.

Amamentar não deve doer. Se a mulher se queixa de dores a amamentar isso, normalmente, significa a existência de problemas, dos quais o mais frequente é a existência de uma má pega. Procure identificar as dificuldades e ajude na sua resolução.

Os bebés são todos diferentes e apresentam comportamentos diferentes. Alguns mamam pouco desde o início: após o seu estado de alerta nas primeiras horas de vida, caem num período de sonolência prolongada, mamando pouco nas primeiras 24 horas. Embora não se saiba bem porque isto acontece, é um comportamento completamente normal, não devendo criar preocupação. Se o bebé já tiver mamado pelo menos uma vez, não existe qualquer perigo por estar várias horas sem mamar, não havendo necessidade de acordar o bebé durante a noite.

Após este período, a maior parte dos bebés recupera deste estado inicial de sonolência e quererá mamar muitas vezes por dia até à descida do leite. Isto, embora possa ser cansativo, é completamente normal e significa apenas, (desde que não haja uma má pega) que o bebé está a estimular a produção de leite para as suas necessidades e, desta forma, diminuindo a probabilidade de ingurgitamento.

A amamentação é um comportamento que se aprende, que requer tempo e muita paciência, tanto de quem o faz, como de quem ajuda. 

O período pós natal imediato é um período fundamental para o sucesso do aleitamento materno. Estudos mostram que o apoio nesta altura contribui para mais mulheres a amamentar e por mais tempo. Por isso, é importante a actuação dos profissionais para proporcionar informação e apoio prático, neste período em que a mulher está tão receptiva.

O que pode fazer:

  • Mostrar à mãe as posições para colocar o bebé ao peito;
  • Explicar a importância da amamentação livre e a pedido;
  • Explicar o que é a"descida" do leite e o que significa;
  • Ajudar a perceber se tem leite e se o bebé mama bem;
  • Ajudar a interpretar o comportamento do bebé, particularmente os sinais de fome;
  • Identificar as dificuldades ou problemas e ajudar a ultrapassá-las;
  • Apoiar  psicologicamente a mãe.

 

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