Amamentar

O sítio do Aleitamento Materno para cidadãos e profissionais de saúde

  

Os primeiros dias em casa
 
Voltar para casa com um novo membro da família é um acontecimento marcante e extraordinário. Mas pode ser, também, o início de um período de dificuldades, cansaço e por vezes angústias. Este regresso à casa, após a permanência na maternidade, é feito cada vez mais cedo, sendo, na maioria dos hospitais, entre os 2 e 4 dias após o nascimento, dependendo do tipo de parto.
 
A situação é mais complicada porque existe pouca ajuda, e poderão ocorrer momentos em que a mulher se sente abandonada e só. São escassas as visitas domiciliárias por profissionais de saúde, os familiares estão longe ou pouco motivados para o aleitamento materno e praticamente não existem grupos de apoio.
     
Este é o período em que se verificam os maiores desafios para o estabelecimento do aleitamento materno com sucesso, durante o qual a mulher se pode confrontar com diversas dúvidas e encontrar alguns dos problemas mais complicados de ultrapassar.
 
Para que a mãe possa evitar e ultrapassar alguns dos problemas que, com alguma frequência, ocorrem nesta fase, os profissionais de saúde devem orientá-la no sentido de: 
  • saber a quem recorrer em caso de necessitar de ajuda;
  • assegurar apoio e ajuda por parte dos familiares para que possa se concentrar na amamentação e ter tempo para descansar;
  • estar confiante de que é capaz de amamentar o seu filho;
  • conhecer as posições em que pode dar de mamar;
  • ser capaz de posicionar o bebé e ajudar a fazer a pega;
  • saber como tirar leite.      
Além disso, podem orientá-la a:     
  • amamentar a pedido, frequentemente, sem horários, sem limitações de tempo (mas pelo menos 8-10 vezes/dia);
  • não dar outro tipo de leites ou líquidos;
  • não usar biberões ou chupetas;
  • assegurar uma consulta no médico para o seu filho 4 a 5 dias após a alta do hospital.

Os primeiros dias em casa

Ao sair da maternidade, a mulher que acabou de ter um filho e está motivada para dar de mamar deve estar consciente de que se vai deparar com problemas mais ou menos importantes e mais ou menos fáceis de resolver e de que vai precisar de uma grande disponibilidade para si e para o seu bebé, assim como vai precisar de tempo para amamentar frequentemente e, por vezes, demoradamente.  

Os profissionais de saúde podem orientar a mulher no sentido de:
  • procurar ter poucas visitas e descansar adequadamente, mesmo que para isso algumas tarefas não sejam realizadas. Uma boa estratégia consiste em dormir sempre que o bebé o faça, porque para ele não existe diferença entre dia e noite e vai querer mamar a qualquer hora. O berço do bebé deve ser colocado ao lado da cama da mãe, de forma a que ela consiga confortar e tratar do bebé sem ter que se deslocar;
  • evitar os biberões e procurar dar de mamar frequentemente, acordando o bebé de vez em quando se este se mostrar muito sonolento. É importante que ela saiba que a subida do leite acontece, na maioria das mães, por volta das 48 horas após o parto, mas pode acontecer alguns dias mais tarde. Este atraso na subida do leite pode dar-lhe a noção de que não tem leite e a tentação de recorrer a leites artificiais;
  • não utilizar chupetas nas primeiras semanas de vida, enquanto o aleitamento materno não estiver bem estabelecido. A forma de mamar é diferente na mama e no biberão, provocando a chamada "confusão dos mamilos" que cria dificuldades ao bebé levando a lesão dos mamilos com gretas e maceração, e ainda diminuindo a produção de leite;
  • não dar água ao bebé, mesmo com tempo quente, ou sumos ou leites artificiais. O leite materno é tudo o que ele precisa, já que a sua composição se adapta às suas necessidades;
  • adaptar-se ao comportamento do seu filho, acordando-o se for muito sonolento, ou confortando-o se for mais agitado. O comportamento dos bebés é muito variável. Existem bebés mais calmos, mais adormecidos ou, por outro lado, mais nervosos.  A mãe não deve ter receio de dar colo e confortar o bebé, porque não é verdade que "se habitue";
  • que a existência de escassa produção de leite é mais frequentemente provocada por dificuldades associadas à técnica da amamentação, como o posicionamento do bebé e a pega. A mãe deve tentar perceber o que poderá estar mal, mas o mais sensato parece ser procurar a ajuda de alguém com experiência em aleitamento materno. Se o que está mal não for corrigido pode acontecer uma eficácia menor na amamentação e uma ingestão insuficiente de leite por parte do bebé;
  • não se esquecer de que, mesmo se estiver muito motivada, não deve a todo o custo tentar amamentar quando está a correr mal. Procurar ajuda é fundamental. Ter ajuda não significa incapacidade ou incompetência, mas antes um fenómeno normal, já que a maioria das mulheres necessitam de ajuda nesta fase.

 

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